Brasil
PF bloqueia R$ 1,2 bilhão de 41 pessoas e 251 empresas em esquema do PCC

A Polícia Federal bloqueou R$ 1,2 bilhão de 41 pessoas e 251 empresas em esquema de lavagem de dinheiro usado pelo PCC, segundo informou em entrevista que detalhou três operações de combate ao crime organizado no setor de combustíveis e empresas financeiras.
O que aconteceu
Três operações da PF e do MP de SP foram realizadas contra atuação do PCC. Operações Tank e Quasar têm o objetivo de desarticular operações de lavagem de dinheiro e gestão fraudulenta de instituições financeiras. A terceira foi conduzida pelo Ministério Público de São Paulo junto com a Receita Federal e se entrelaça com as investigações já que há alvos investigados em comum.
As investigações expõem movimentações ilícitas que ultrapassam R$ 23 bilhões em rede criminosa nacional. “A fintech atuava praticamente como o banco paralelo do crime organizado”, afirmou Andrea Costa Chaves, subsecretária de fiscalização da Receita Federal.
Operações acontecem em 10 estados. O PCC usou mais de mil postos de combustíveis para movimentar R$ 52 bilhões de 2020 a 2024, informou a Receita Federal hoje. O grupo se valia de fintechs, que operavam como bancos, e de pelo menos 40 fundos de investimentos para ocultar patrimônio.
Três administradoras de fundos são alvos de buscas da PF. As administradoras serão analisados pela CVM (Comissão de Valores Mobiliários) a partir da operação.
Saldo das operações da PF
141 veiculos apreendidos;
1.500 veículos que têm determinação judicial de sequestro;
mais de R$ 300 mil em dinheiro apreendido;
bloqueio total de 21 fundos;
bloqueio de mais de R$ 1 bilhão;
ações em relação a 41 pessoas físicas e 251 empresas;
sequestro de 192 imóveis e duas embarcações.
Investigação conjunta entre PF e Receita identificou atuação da organização no setor de combustíveis e também no setor financeiro. Em uma frente, são investigadas operações realizadas por alguns dos principais fundos de investimentos do país para ocultar patrimônio de origem ilícita, que seria ligado à organização criminosa.
Entre as estratégias utilizadas estavam transações simuladas de compra e venda de ativos. Empresas de um mesmo grupo adquiriram bens entre elas, como imóveis e títulos, sem um próposito econômico real, segundo a PF .
Lavagem de dinheiro no Paraná
Na segunda frente de investigação, a PF mira um esquema envolvendo a cadeia de combustíveis. A Polícia Federal aponta que a investigação descobriu uma das maiores redes de lavagem de dinheiro já identificadas no Paraná.
O grupo criminoso atuava desde 2019 e é suspeito de ter lavado pelo menos R$ 600 milhões. Segundo a PF, somente esse grupo movimentou mais de R$ 23 bilhões por meio de uma rede composta por centenas de empresas, incluindo postos de combustíveis, distribuidoras, holdings, empresas de cobrança e instituições de pagamento autorizadas pelo Banco Central.
As investigações da PF no Paraná também identificaram práticas de fraude na comercialização de combustíveis. Foi identificado adulteração de gasolina e a chamada “bomba baixa”, em que o volume abastecido é inferior ao indicado. Pelo menos 46 postos de combustíveis em Curitiba estavam envolvidos nessas práticas, segundo a PF.
Nas duas frentes, a PF cumpriu 54 mandados de busca nos estados do Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro. Deste total, três mandados são de buscas em administradores de fundos de investimento identificados. Também foram expedidos 14 mandados de prisão na operação do Paraná, dos quais até o momento somente seis foram cumpridos.
Megaestrutura de combate
Operação cumpre mandados de busca e apreensão contra cerca de 350 alvos, em oito estados. São eles: São Paulo, Espírito Santo, Paraná, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Rio de Janeiro e Santa Catarina.
Mais de R$ 1 bilhão em bens foram bloqueados. O valor deve ser usado para a garantia de crédito tributário, informou a Receita.
Cerca de 1.400 agentes participam da operação. A equipe é composta por servidores de Receita Federal, MP-SP (Ministério Público de São Paulo), MPF (Ministério Público Federal), PF (Polícia Federal), polícias Civil e Milita, Sefaz-SP (Secretaria da Fazenda e Planejamento do Estado de São Paulo), ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis); e PGE-SP (Procuradoria-Geral do Estado de São Paulo).
Ministro elogiou PEC da Segurança Pública. “A proposta do governo é justamente esta, que todas as forças de segurança do país se entrosem, trabalhem no único sentido, que as inteligências sejam compartilhadas, e as operações, coordenadas”, afirmou Ricardo Lewandowski, ministro da Justiça.
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