Política
Barroso se despede da presidência do STF e afirma que função teve “custo pessoal”
O ministro Luís Roberto Barroso conduziu nesta quinta-feira (25) sua última sessão como presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e ressaltou que, apesar das pressões, a corte cumpriu seu papel institucional. Ele reconheceu que a liderança da presidência implicou “custo pessoal” para os ministros.
Durante o discurso de despedida, Barroso declarou que, sob seu comando, não houve desaparecidos, torturas ou restrições à liberdade de imprensa, apontando que o STF agiu para preservar o Estado Democrático de Direito.
Ele também reconheceu o desgaste de decidir temas sensíveis em meio à polarização política. “Apesar do custo pessoal de seus ministros e do desgaste de decidir as questões mais divisivas da sociedade brasileira, o STF cumpriu – e bem – o seu papel”, afirmou.
Barroso aproveitou para agradecer os demais ministros, servidores e colaboradores, lembrando que seu mandato foi marcado por momentos institucionais difíceis.
A partir de 29 de setembro, o ministro Edson Fachin assumirá o posto de presidente do STF, com Alexandre de Moraes como vice.
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