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Economia

Lucro do Banco do Brasil despenca 40,7% no primeiro semestre: sinais de alerta para acionistas e usuários

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Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O Banco do Brasil registrou um lucro líquido ajustado de apenas R$ 11,2 bilhões no primeiro semestre de 2025 — uma redução de expressivos 40,7% em relação ao mesmo período de 2024, apontam dados divulgados pela Agência Brasil.
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Queda ainda mais acentuada no segundo trimestre

A situação piora no segundo trimestre: o lucro foi de R$ 3,8 bilhões, uma queda de 60% comparado ao mesmo intervalo do ano anterior.
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Essa retração significativa evidencia os desafios operacionais enfrentados pela instituição, que agora caminha em terreno instável.

Fatores que pressionaram os resultados

Novas regras contábeis: a entrada em vigor, em janeiro, de normas que restringem o reconhecimento de receitas de juros — especialmente nas operações com atraso superior a 90 dias — prejudicou diretamente o desempenho financeiro. O banco deixou de registrar aproximadamente R$ 1 bilhão em receitas, conforme novos critérios do Conselho Monetário Nacional.
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Alta inadimplência agrícola: o índice de atrasos acima de 90 dias subiu para 4,21%, contra 3,86% no primeiro trimestre de 2024, com o setor agropecuário – um dos principais clientes do BB – puxando esse aumento negativo.
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Projeções revistas e prejuízo para acionistas

O banco agora projeta um lucro entre R$ 21 bilhões e R$ 25 bilhões para o ano — bem abaixo dos R$ 37,9 bilhões registrados em 2024 — sinalizando um cenário de recuperação lenta e preocupante.
Agência Brasil
Como consequência, sua fatia de distribuição de dividendos aos acionistas foi reduzida de 40% para 30%, impactando negativamente os retornos de investidores e do próprio governo, maior acionista da instituição.
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Expansão do crédito não compensa a perda

Apesar dos resultados financeiros prejudicados, o BB ampliou sua carteira de crédito, que atingiu R$ 1,3 trilhão em junho — alta de 1,3% em três meses e 11,2% em 12 meses. No entanto, esse aumento não conseguiu neutralizar os efeitos das novas regras contábeis e da deterioração da qualidade dos recebíveis.

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