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Política

Relator da CPMI acusa entidade de forjar assinaturas de inativos já mortos

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Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

O deputado Alfredo Gaspar (União-AL), relator da CPMI que investiga fraudes no INSS, afirmou nesta segunda-feira (29) que a Conafer (Confederação Nacional dos Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais) pode ter utilizado assinaturas de pessoas falecidas para obter descontos associativos. O relator apontou que esse padrão teria ocorrido mais de 300 vezes.

Segundo Gaspar, documentos da Controladoria-Geral da União (CGU) indicam que, em 2024, 100 fichas de adesão fraudadas continham nomes de inativos já mortos há anos. Ele citou casos como o de “Maria Rodrigues”, que teria assinado autorização cinco anos após seu falecimento, e “Gilberto”, cuja assinatura foi registrada duas décadas depois de sua morte.

Durante a oitiva, o presidente da Conafer, Carlos Roberto Ferreira Lopes, rebateu as acusações afirmando desconhecer que pessoas falecidas pudessem figurar nos registros da entidade:

“A Conafer desconhece que pessoas em óbito recebam benefício na obra relativa.”

Gaspar criticou a resposta, dizendo que tais explicações soam como “abscesso da lógica” diante das evidências apresentadas.

O relator também ressaltou que nenhuma das fichas investigadas continha autorização válida, e qualificou o caso como “padrão, não erro isolado”, associando o esquema a arrecadação de cerca de R$ 800 milhões em prejuízo a aposentados e pensionistas.

A CPMI vai seguir com investigações, determinando perícias cartoriais e cruzamentos de dados com bases do INSS e cartórios civis para comprovar ou afastar a prática apontada.

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